sexta-feira, 10 de junho de 2011

Finalizado o 12º ano, apresentamos o nosso Projecto Final de todo o trabalho que desenvolvemos ao longo do nosso último ano escolar.
Queríamos agradecer a todos os interessados no nosso projecto e a todos os que nos apoiaram, tanto nos bons como nos momentos menos bons. O nosso muito Obrigada!



Esperemos que tenham apreciado o nosso trabalho e nunca se esqueçam:

« Deficientes somos todos nós, quando não sabemos entender as diferenças e integrá-las numa sociedade justa»

António Cabós Gonçalves, filósofo

Pessoas com deficiência: São mais de mil milhões em todo o mundo e debatem-se com barreiras diárias - OMS

Lisboa, 10 jun (Lusa) -- Mais de mil milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência e uma em cada cinco lida diariamente com barreiras intransponíveis, revela um relatório mundial divulgado hoje pela Organização Mundial de Saúde e Banco Mundial.

O primeiro relatório mundial sobre Deficiência (World Report on Disability) estima que entre 110 a 190 milhões de pessoas tenham a vida dificultada por falta de condições. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Banco Mundial (BM) apelam por isso aos governos para que tomem medidas que promovam a integração.

Os investigadores responsáveis pelo estudo consideram que poucos países têm mecanismos adequados para responder às necessidades. Além das barreiras físicas (transportes e edifícios inacessíveis), o relatório aponta o "estigma" e a "discriminação", a falta de cuidados de saúde e a inexistência de serviços de reabilitação adequados.

Fonte: Visão

Coreógrafo brasileiro leva o universo dos cegos aos palcos de Berlim

Baseado no mundo das crianças cegas e nas percepções do não-ver, o coreógrafo potiguar Clébio Oliveira encena, ao lado da argentina Mercedes Appugliese, seu primeiro espectáculo depois que se mudou para a capital alemã.

Não basta ver para sentir. Com isso todos concordam, mas isso se aplica a um espetáculo de dança? A arte deve instigar, aguçar os sentidos. No caso da dança, é necessário vê-la para conseguir entender sua expressão.

É esse ponto complexo e delicado que o espectáculo Milchstrasse (Via Láctea) do coreógrafo brasileiro Clébio Oliveira aborda. O ponto de partida não é a deficiência visual em si, mas o universo de sons, sentidos, dependência e sombras que envolve as pessoas que não podem ver.

Apesar de o espectáculo ter se tornado realidade na Alemanha, o interesse de Clébio por esse universo começou quando ele ainda estava no Brasil, aguardando seu visto para vir para a Alemanha. Nessas semanas de espera ele começou a pesquisa que daria origem ao espetáculo.

Clébio passou uma semana visitando o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, onde pôde observar e interagir com deficientes visuais. Seu foco eram principalmente as crianças e os processos de aprendizado e comunicação. "Queria fazer um trabalho em cima de quem não pode ver, principalmente as crianças. O mundo infantil tem um colorido diferente e muito rico. Tento colocar sempre esse universo no meu trabalho", diz Clébio.

Paixão por Berlim
O coreógrafo trocou o Rio de Janeiro por Berlim em 2008. Essa paixão pela cidade surgiu no ano anterior, quando ele ainda fazia parte da companhia da coreógrafa Deborah Coker. "Já havia visitado a Alemanha algumas vezes com outros espectáculos, mas foi minha primeira vez em Berlim e me apaixonei", diz o bailarino.

De volta ao Brasil, ele saiu da companhia e, sem falar nem inglês nem alemão, veio tentar a sorte na cidade. Com uma carreira consolidada no Brasil, busca se estabelecer em Berlim. Em 2010 formatou a ideia do espectáculo sobre o mundo dos cegos e conseguiu apoio público para realizar o projecto.

"Voltei a pesquisar a subjectividade da cegueira, sempre com foco no lado poético. Nunca tinha recebido apoio público, foi uma grande responsabilidade, já que gostaria de estabelecer minha companhia aqui em Berlim", diz Clébio, que encontrou uma barreira maior na interacção com os deficientes visuais na Alemanha.

A preocupação de fugir dos estereótipos foi o primeiro passo no processo de criação de Clébio, que quis explorar no espectáculo três pontos principais que unem a dança a esse universo: a estrutura corporal relacionada com a fisicalidade e o espaço corporal do indivíduo: a imaginação e fantasia associadas à educação e à estimulação: e questões filosóficas como a subjetividade do ver, o olhar condicionado e a potencialização dos outros sentidos. "Não basta fechar os olhos para saber o que o cego sente", afirma.

Cores e estrelas
O espetáculo é todo construído em cima dos sentidos e sensações. O que vemos não são dois cegos no palco, mas personagens que flertam com a exacerbação dos sentidos e a dependência. A referência ao universo infantil aparece nos objectos de cena, mas não há inocência e sim um pouco de caos e perversidade.

Clébio falou da dificuldade de coreografar e estar em cena e isso é perceptível no decorrer do espectáculo, onde partes destoam do todo, deixando algumas ideias um pouco perdidas. Mas o espectáculo consegue ser um mergulho interessante no universo dos deficientes visuais. A concepção do som é um dos pontos altos, criando um mundo à parte que completa o que vemos no palco, tanto criando conflito como conforto.

A argentina Mercedes Appugliese foi a escolha ideal. Ela brilha com uma naturalidade crua, onde o ordinário e a beleza se completam. No palco ela é controlada, manipulada e dependente sem perder a graça e a força.

No final do espectáculo o público é levado para bem longe e ao mesmo tempo para dentro de si, quando fecha os olhos. Bolinhas de gude, trazem cores, desordem e brilho, assim como a Via Láctea que dá nome ao espectáculo. "Tinha a curiosidade de saber o que os cegos realmente vêem. Alguns têm sensibilidade para o claro e o escuro, outros que ficaram cegos se lembram de cores e formas. Numa das entrevistas o deficiente via pontos de luz como estrelas. Essa mistura do negro, com luzes uma névoa colorida é a imagem da Via Láctea", completa Clébio.

O espectáculo Milchstrasse está em cartaz no teatro Heimathafen em Berlim até o dia 12 de Junho.

Texto: Marco Sanchez
Revisão: Alexandre Schossler
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15134917,00.html

Coimbra recebe 1.ºs Jogos de Portugal

Já faltam poucos dias para os 1.ºs Jogos de Portugal destinados a pessoas portadoras de deficiência: a 10 e 11 deste mês, a cidade de Coimbra recebe uma prova que promete conquistar um lugar fundamental no calendário desportivo do país, nomeadamente quando se refere a desporto adaptado. A organização é da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD), que já no ano passado tentou arrancar com o evento mas não conseguiu por limitações organizativas. Agora, o sonho tornou-se realidade.

Os 1.ºs Jogos de Portugal levarão à cidade de Coimbra cerca de 850 atletas, que disputarão 15 modalidades de desporto adaptado, onze delas em competição: atletismo, basquetebol para atletas com deficiência intelectual, basquetebol em cadeira de rodas, boccia, ciclismo, futsal para atletas com deficiência intelectual, futsal para atletas surdos, futebol de sete, goalball, natação e ténis de mesa; como demonstração, marcarão presença o andebol em cadeira de rodas, o judo e a tricicleta.


Fonte: http://comunidade.xl.pt/Record/blogs/minorias/archive/2011/06/05/coimbra-recebe-1-186-s-jogos-de-portugal.aspx

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Luís Gonçalves: três recordes mundiais !! !

Os campeonatos nacionais de atletismo adaptado, realizados no último fim-de-semana no Luso, foram um sucesso indesmentível: 23 novos recordes nacionais atestam a evolução registada e o empenhamento de todos os atletas. Cátia Almeida (Clube Gaia) bateu, nos 1500 metros, uma marca que já durava há 11 anos, e conseguiu os mínimos para os Jogos Paralímpicos de Londres. Porém, a grande figura dos campeonatos foi Luís Gonçalves (Clube CERCIFAF), um atleta com síndrome Down, que bateu três recordes mundiais (!) em provas de velocidade: nos 100, 200 e 400 metros. Outros recordes europeus e mundiais foram atingidos por atletas com síndrome Down, como Maria João Silva (SCM-Madalena Pico), Francisco Gouveia (Clube "Os Especiais"-Madeira) e Ricardo Pires (MAPADI-P. Varzim).

Na competição, que teve o apoio da Câmara Municipal da Mealhada, participaram 120 atletas de instituições de todo o país

in Record Minorias
por: Joaquim Semeano

Atletismo Adaptado no Luso

A pista do Centro de Estágios Municipal do Luso recebe sábado e domingo os campeonatos nacionais individuais de atletismo ANDDI (atletas com deficiência intelectual). A Câmara Municipal da Mealhada apoia a organização. Os campeonatos serão disputados nas categorias de 5 mil metros femininos e 10 mil metros masculinos, e simultaneamente são disputados o Campeonato Nacional de Estafetas e o Torneio Nacional Adaptado; haverá lugar ainda para o Olímpico Jovem, organizado pela Associação Distrital de Atletismo de Coimbra (ADAC).

in Record Minorias
por : Joaquim Semeano

Caso de sucesso com novas aplicações tecnológicas

Graças a uma técnica de estimulação eléctrica da medula espinal, através de um aparelho implantado ao fundo das costas, esta jovem estrela do basebol conseguiu levantar-se e dar os primeiros passos, cinco anos após ter sido atropelado por um carro desgovernado que lhe esmagou a parte inferior do corpo. Além de ter recuperado o movimento das pernas, Rob recuperou a sua função sexual e o controlo da bexiga.
Ver mais em:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/paraplegico-volta-a-andar

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Publicado livro sobre Jacob Rodrigues Pereira

A publicação de um livro sobre Jacob Rodrigues Pereira é sempre digna de registo. Este judeu português do século 18 foi o primeiro reeducador de crianças surdas e mudas em França, e em Portugal, em reconhecimento do seu papel na evolução de uma comunidade muito própria, deu o nome ao Instituto Jacob Rodrigues Pereira, especializado no ensino de surdos e integrado na Casa Pia de Lisboa. O livro, da autoria de Emílio Eduardo Guerra Salgueiro (fundador da Associação Portuguesa de Surdos), é publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Registe-se que, entretanto, uma equipa da SurdoTV esteve em Paris a fazer um documentário sobre Jacob Rodrigues Pereira, que deverá exibido ainda durante este mês. Atenção, por isso, ao site: www.surdotv.com.

Outra boa notícia para a comunidade surda foi a publicação do livro "Literatura das línguas gestuais", da autoria de Marta Morgado, em publicação da Universidade Católica Portuguesa. Uma bela ferramenta, que prova, para quem tenha dúvidas, a existência de poesia ou teatro surdos.


De: http://comunidade.xl.pt/Record/blogs/minorias/default.aspx

Jogos de Portugal para Pessoas com Deficiência - Coimbra

A divulgação do desporto para pessoas com deficiência junto de potenciais praticantes e do público em geral são os principais objectivos dos Jogos de Portugal, que vão decorrer em Coimbra entre 10 e 12 de Junho.

Os Jogos de Portugal são uma iniciativa da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) e surgiram da necessidade que o organismo "sentia de comunicar", disse à agência Lusa Leila Marques.

"Queríamos poder chegar ao público específico, as pessoas com deficiência, mas também mobilizar a população em geral", explica a presidente da FPDD, acrescentando que a iniciativa é "inspirada nos Jogos Paralímpicos" e será "realizada todos os anos, numa cidade diferente".

Leila Marques, actual presidente da FPDD e antiga atleta paralímpica, refere que em Coimbra vai ser possível ter os atletas de alto nível a competirem em 10 modalidades, juntamente com actividades de demonstração.

"Só teremos portugueses e queremos mobilizar as famílias dos atletas e a população em geral para se deslocarem ao evento para assistirem a grandes perfomances desportivas e, ao mesmo tempo, perceberem a vida extraordinária destes praticantes", disse.

Os Jogos de Portugal vão juntar cerca de 850 atletas das cinco áreas da deficiência, em 10 modalidades: atletismo, natação, boccia, basquetebol em cadeira de rodas, goalball, futebol 7, futsal, ciclismo, remo e slalom.

O evento vai ainda proporcionar a demonstração de modalidades como esgrima em cadeira de rodas, judo e tricicleta.

Em Coimbra, vão ser utilizadas várias infra-estruturas desportivas, adaptadas às necessidades dos atletas, nas quais as entradas serão gratuitas.

Portugal tem tido participações regulares, com várias medalhas conquistadas, em Jogos Paralímpicos e campeonatos do Mundo e da Europa de atletas com deficiência.

Os atletas de alto rendimento estão actualmente integrados no projecto de preparação para os Jogos Paralímpicos Londres2012, coordenado pela Comité Paralímpico de Portugal.


Fonte: http://deficienciavisual.com.sapo.pt/noticias.htm

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Maria Cavaco Silva e o seu papel social

A mulher do Presidente da República tem uma página só sua no site oficial da Presidência da República onde divulga as acções de carácter social que promove e participa. Neste espaço a 1ª dama portuguesa mostra um pouco de si e da sua intervenção social. Disponibiliza vários links de associações de carácter social onde estão os projectos desenvolvidos e em desenvolvimento. Fica em anexo o link do site.